Tribuna de Anápolis

Anápolis, 13 a 19 de maio de 2012
Diretor-Presidente Sebastião Barbosa da Silva                                            Ano VI Edição nº 367
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Imprensa e imprensa

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O julgamento via júri popular de Lindemberg Fernandes, acusado de assassinar a estudante Eloá Pimentel ao seqüestra-la na própria residência desta em 2008, é mais um capítulo de um aprendizado que parece não terminar nunca para a mídia e para a sociedade que lhe serve de holofote. Atitudes recentes da advogada de defesa do réu Ana Lúcia Assad, como sua ameaça de abandono do processo, postas de lado as estratégias próprias a um julgamento via júri popular, servem para jogar luz sobre a maneira como se configuram as atividades ditas de imprensa no Brasil contemporâneo. Ao acusar a mídia de promover uma espécie de julgamento antecipado e de claramente prejudicar seu cliente, além de perceber ameaças veladas via programas ditos noticiosos e que ela classifica como sensacionalistas, Ana Lúcia acerta em certos pontos e erra em outros. Existe, sim, um ramo da imprensa que não se ocupa de outra coisa que não índices de audiência ou vendas em banca. Muito provavelmente esses ramos da mídia promovem, de fato, a condenação de Lindemberg por antecipação. Não se crê que esse tipo de atividade vá terminar com o desfecho do caso. O que necessita ficar claro é que nem todos os ramos da atividade de imprensa estão comprometidos com os lucros de seus diretores e proprietários. A advogada acerta ao fulanizar a principal catagoria que hoje denigre a boa reputação conquistada a dura penas pela imprensa brasileira digna desse epíteto: os paladinos do noticiário televisivo sensacionalista. José Luiz DAtena, Sônia Abraão e congêneres deveriam experimentar seus momentos no banco dos réus.

Última atualização em Qui, 16 de Fevereiro de 2012 23:22

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