O crescimento das importações e das exportações feitas por Goiás em 2011 teve uma importante participação do Porto Seco de Anápolis nas transações da balança comercial do Estado. De acordo com o seu superintendente, Edson Tavares, nas importações o Porto Seco teve 90% de participação, enquanto que as outras 10% foram feitas através alfândega do aeroporto de Goiânia. Nas exportações, a participação da Estação Aduaneira foi de 20% e os outros 80%, através dos portos marítimos de Paranaguá, Santos e Vitória.
Para a região de Goiás mais próxima a Anápolis, Edson Tavares informou que 100% das importações foram feitas através do Porto Seco enquanto que 50% das exportações também passaram pela Estação Aduaneira da cidade. "Nossa meta é crescer ainda mais a nossa participação nas exportações e um pouco mais nas importações", promete o superintendente revelando que para isso o Porto Seco vem trabalhando para atrair importadores e exportadores para que o desembaraço dessas transações seja feito em Anápolis.
Satisfeito com o desempenho da cidade no ranking dos municípios goianos que mais importaram e exportaram em 2011, Edson Tavares lembra que Anápolis ficou na liderança entre os municípios goianos que mais importaram, com crescimento de 26% e R$ 3,169 bilhões em movimentação de mercadorias estrangeiras. Nacionalmente, este crescimento deixou Anápolis na 16º posição entre os municípios brasileiros que mais importaram, superando, inclusive, o Distrito Federal.
Edson Tavares destaca também o crescimento da participação de Anápolis nas exportações goianas em 2011, quando o volume de exportações chegou a R$ 254 milhões, significando um aumento de 397,7% em relação a 2010. "Anápolis ficou na quinta posição entre os municípios goianos que mais exportaram", comemora o superintendente explicando que o resultado foi alavancado pelo agronegócio e pelos minérios.
Norte-Sul
"Vamos continuar trabalhando, atraindo novas empresas para a utilização do nosso terminal para que elas façam suas importações e exportações através do Porto Seco e fortaleçam ainda mais a economia de Anápolis", promete o superintendente, lamentando, no entanto, o atraso na conclusão das obras da Ferrovia Norte-Sul. Ele explica que se a ferrovia já estivesse funcionando, as montadoras instaladas no Estado tinham mais facilidades para colocar seus produtos no mercado interno e externo."Sem a ferrovia, o que resta são as rodovias, mal conservadas e muito esburacadas", lamenta Edson Tavares ao contabilizar aumento nos custos de produção, causado pela precariedade do sistema ferroviário nacional.
Especificamente sobre o trecho da Norte-Sul que corta o Município, o superintendente revelou que não tem mais nenhuma informação sobre o andamento das obras, embora não se furta em afirmar que é "entristecedor" presenciar a sua paralisação. "No canteiro de obra, ninguém informa nada, dando a impressão que todos estão cegos, mudos e surdos", acrescenta revelando que sequer informação se foi sanado o problema no túnel sobre o kartódromo, onde surgiram muitas minas de água, é possível obter no canteiro de obra. Edson Tavares acha que faltam apenas 2% das obras para que o trecho anapolino seja concluído, "mas ninguém não fala nada sobre o assunto". Para ele, com o atraso nas obras da ferrovia, o Brasil perde muito em competitividade.
O Superintendente lamenta também a demora no início da construção do viaduto do Daia. "Nem agüento mais falar sobre esse assunto", resume Edson Tavares admitindo, no entanto, que o Porto Seco tenha colaborado financeiramente para viabilizar a instalação de nova sinalização de entrada e saída de carretas, ônibus e caminhões no distrito e também para a saída do Daia. Ele acha que são os políticos quem precisam informar aos empresários e trabalhadores que sofrem diariamente para chegar aos seus locais de trabalho porque ainda não foi sequer licitada. "São eles, os políticos e o Dnit, que têm de se pronunciar sobre a demora na construção desse viaduto", alfineta o superintendente afirmando que chegar hoje ao Daia, principalmente nos horários de pico, se transformou em cansativa e estressante maratona.
Sobre a movimentação de veículos da Hyundai e Subaro desembaraçados no Porto Seco para distribuição em concessionárias de todo o País, informou que a situação já está normalizada, principalmente depois que o governo decidiu rever o aumento de IPI, retirando da lista 16 montadoras. Lamentou, entretanto, o que classifica de "equivoco do governo federal" de taxar veículos estrangeiros. "O correto seria reduzir a alíquota de IPI de carros nacionais para estimular a produção brasileira e manter as dos veículos importados", avalia Edson Tavares afirmando que a política do governo para o setor afetou grandes empresas e atrasou projetos de instalação de novas montadoras no País, inclusive, em Goiás.
Segundo ele, esta medida causou não apenas a redução no recolhimento de impostos, mas com reflexo em uma cadeia de contribuintes, como postos de gasolina, restaurantes, borracharias dentre vários outros serviços. Como exemplo, disse que 10 mil veículos que deveriam ser desembaraçados no Porto Seco acabaram sendo desembaraçados no Porto de Vitória para aproveitar o início da data de validade do aumento de IPI. "Só esse fato deixou de gerar a cobrança de uma cadeia de impostos", concluiu Edson Tavares.
90% das importações passam por lá
Última atualização em Sáb, 04 de Fevereiro de 2012 16:00





