Tribuna de Anápolis

Anápolis, 13 a 19 de maio de 2012
Diretor-Presidente Sebastião Barbosa da Silva                                            Ano VI Edição nº 367
tribunadeanapolis.com.br
Banner
Banner

PMDB cobra vice em Anápolis

  • PDF

Apesar do sincronismo que tem existido entre os diretórios regionais de PT e PMDB, em Anápolis a aliança ainda não teve a oportunidade de ser cristalizada. Em 2008, os dois partidos estiveram em chapas distintas e protagonizaram a disputa no segundo turno. A partir da confirmação da vitória da chapa petista com Antônio Roberto Gomide, o PMDB passou os dois anos seguintes dividido.
Com a saída do PMDB de Onaide e Adhemar Santillo e seus seguidores, que foram para o PTC, a parceria PMDB-PT passou a ser direcionada em sentido único. Os dois vereadores peemedebistas têm apoiado a atual administração e defendem a reeleição de Gomide. O líder do PMDB na Câmara, o vereador Assef Nabem, que está em seu segundo mandato, já defendia a aproximação com o PT mesmo antes do fim do ciclo dos Santillo. Já a decisão de Wesley Silva, vice-presidente do diretório municipal, é mais recente.
Os vereadores se valem da afirmação dada por Gomide de que “o PMDB é o partido preferencial”, o que, entendem, se­ria a sinalização para que o partido complete a chapa petista com a indicação do vice para substituir João Gomes, do próprio PT. O atual vice-prefeito, que tem demonstrado descontentamento com a postura do PMDB e de outros partidos em visarem o posto que atualmente ocupa, sempre que questionado lembra que “em 2008, quando o PT estava com 4% de intenção de voto, houve a crença de que o partido não venceria a eleição e que hoje, com o go­verno aprovado por mais de 80% da população anapolina, não teria motivos para fazer mudanças”.
De acordo com o vice-presidente regional do PT, Céser Donisete, que responde pela chefia de gabinete do prefeito Gomide, as conversas com o PMDB estão adiantadas. No entanto, adverte que o PT não irá buscar o apoio oferecendo a vice, e que essa discussão será feita futuramente e com a participação de todos que aceitarem integrar o projeto de continuidade.
“Nossa posição é esperar para ver quem virá para nós, depois é que discutiremos com os nomes que estiverem à mesa. Essa decisão não será do PT, será de todos. Nós não pensamos em uma decisão unilateral, que só o PT participe, ou bilateral, com o PT mais um, vamos dar espaço a todos”, argumenta Donisete.
O petista justifica que o partido não irá antecipar a confirmação do papel a ser desempenhado pelas agremiações por entender que isso poderia afastar os demais partidos que compõem a base. “Com o PMDB estamos indo bem, vamos ver se dá namoro lá na frente. Não vamos dizer que sim ou não porque nosso interesse é reunir o maior número aliados, é ampliar, e se nós decidirmos agora podemos perder quem queremos conosco”, emenda Céser.
Do lado peemedebista, o vereador Wesley Silva, que tem defendido a apresentação do nome do colega de parlamento Assef Nabem afirma que a posição tomada por Iris Rezende em 2010 teve como a certeza o compromisso do PT em ceder espaço nas composições em Goiânia e Anápolis. “O Iris sacrificou o PMDB com a garantia de que estaríamos juntos”, externa.
Assim como Céser Do­nisete, Wesley Silva afirma que as conversas estão adiantadas e que o PMDB caminha para compor com o PT. Porém, o vereador afirma que o partido terá o espaço que o dirigente petista protela em dizer com quem ficará. “Nós estamos caminhando para fecharmos com o PT e com participação, com a vice. Para que o PMDB esteja dentro do projeto é preciso que tenhamos espaço”, coloca o parlamentar.
No ambiente interno do PT as declarações são em prol da dobradinha com o atual vice-prefeito. Lideranças peemedebistas, como o presidente Air Ganzarolli e o ex-vereador José Caixeta, ambos que se colocam à disposição para a vice, não descartam a possibilidade de apoio independentemente da cessão do espaço preconizado pelos vereadores.

Última atualização em Seg, 30 de Janeiro de 2012 17:13

You are here Início